O quê aprendi depois de cortar o cabelo

18.2.16

Apesar de eu já ter usado muitos tipos de cortes de cabelo na vida, nenhum dos outros se compara a sensação de ter pixie hair. E estas são algumas coisas que aprendi a lidar depois que adotei esse estilo.
  • As pessoas querem tocar minha cabeça.
Não que eu me incomode com isso. Mas sempre tem alguém que vai sentir uma vontade incontrolável de tocar minha cabeça. Algumas pessoas pedem primeiro, outras já vão passando a mão. Quando é alguém conhecido tudo bem, mas se for um estranho...
  • As pessoas vão me encarar onde quer que eu vá.
Não tem como eu me esconder, onde eu vou acabo chamando atenção. Geralmente são olhares admirados e que dá pra perceber que a pessoa apenas achou bonito/exótico. Mas tive que me acostumar e aprender a ligar o foda-se para aquelas pessoas que ficam encarando o tempo todo, apontando e comentando com alguém. Um saco. Ainda mais por que sou uma pessoa introvertida e tímida quase sempre.
  • Eu usava o cabelo como um "emotional blanket".
Isso é estranho, mas eu usava o cabelo para me esconder dos outros, de certo modo. Só depois de ficar sem esse cobertor emocional, essa capa, percebi o quanto eu tinha medo de me mostrar para os outros, de ser eu mesma e não me sentir desconfortável com isso. Usar o cabelo assim tão curto foi uma maneira de dar a cara a tapa, me revelar. Isso faz algum sentido? :)
  • Eu achava que cuidar de cabelo curto era super simples, mas descobri que não é tão simples assim.
O principal é a frequência de lavagem. O cabelo fica oleoso muito mais rápido, devido ao comprimento. Quando o fio é mais longo, demora mais para a gente ter a sensação de que está sujo, pois o óleo natural do couro cabeludo vai ter que fazer um caminho mais longo até chegar na metade do fio. Com o cabelo comprido, eu passava de 3 a 4 dias entre uma lavagem e outra (se eu não fizesse esforço físico ou não mexesse com fritura) numa boa, sem grilos.
Mas com o cabelo curto é diferente: em 1 dia seu cabelo vai estar grudado na cabeça de tanto óleo.

Outra coisa, no meu caso, é que meu cabelo é liso e fino. Esse cabelinho curto assim não dá pra lavar e simplesmente deixar secar ao natural, pois a vontade dele é estar sempre arrepiado. Tem que dar uma ajeitadinha com o secador, penteando para baixo, porque meu amor, ele não fica bonitinho sem isso.

Outra mito que eu desconstruí foi o de que cabelo pixie não precisa de hidratação. Precisa sim, ainda mais devido a frequência de uso do secador.
  • Eu percebi que meu cabelo cresce super rápido.
Com 3 semanas do corte, aquele arrepiadinho perto das orelhas começa a incomodar.
  • Eu sentia vontade de estar mais "arrumadinha" sempre, mas agora foda-se.
Principalmente nos primeiros meses depois do corte pois eu tinha a ideia errônea de que eu precisava "me esforçar para parecer uma menina", já que o cabelo já era "de menino". Mas hoje eu percebo que isso era preconceito de mim comigo mesma e claro, com uma grande contribuição do preconceito que recebi das outras pessoas.
Eu sou uma pessoa meio andrógina mesmo, face it. Não tenho que me esforçar para ser uma mulher mais "agradável", mais "tolerável" e mais "feminina" para a sociedade.

Por outro lado, aprendi a gostar mais do meu rosto já que não tinha numa "cortina" cobrindo os meus traços. Além disso, qualquer coisa que eu decidir usar vai se destacar ainda mais, seja a maquiagem, brincos, óculos ou outros acessórios.
  • As pessoas vão dizer que estou parecida com qualquer artista/famosa de cabelo curto.
Já fui comparada a várias famosas de cabelo curto, por mais que o corte da pessoa fosse totalmente diferente do meu e por mais que a pessoa tivesse um tipo físico nada parecido comigo. É porque para a maioria das pessoas, cabelo curto é cabelo curto. Elas não tem o olho treinado nem sensibilidade de perceber certas diferenças, por menos sutis que sejam. Mas isso é até normal.
  • As pessoas vão fazer perguntas estranhas.
Muita gente acha que se uma mulher raspa a cabeça ou faz um corte super curto, é por que está passando por algo dramático na sua vida.
Não faço ideia de qual fato social colocou isso no subconsciente coletivo, mas muita gente tem essa impressão e isso gera perguntas estranhas do tipo "vc terminou com o namorado?", "algum ente querido faleceu?", "você está passando por alguma crise pessoal?" e muitas outras.
  • Apesar de tudo isso, ter cabelo pixie é bom demais.
Só quem tem e gosta sabe como é! A praticidade, o ser diferente em meio a multidão... Amo.

Primeira vez que cortei pixie. Deixei ainda bastante cabelo.
Quando comecei a raspar, nessa foto já tinha mais ou menos um mês depois da primeira vez que raspei.

Alguns meses depois de parar de raspar, deixando crescer um pouco para mudar o estilo do corte. Feliz da vida!

Espero que tenham gostado do post! E se você tem vontade de ser uma curtinha também, não hesite! Ninguém merece ficar passando vontade ;)

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